O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB-SP), declarou que não há discussões no governo sobre a revogação da chamada taxa das blusinhas. A afirmação foi feita neste sábado (18) e gerou repercussões no cenário político.
Alckmin afirmou que a taxa, aprovada pelo Congresso Nacional, continua em vigor e não há iniciativas para sua revogação. Ele destacou que a cobrança, que incide sobre produtos importados adquiridos em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress, foi uma decisão tomada anteriormente e que não há planos para alterá-la.
Detalhes da Taxa
A taxa das blusinhas, implementada em 2024, estabelece uma alíquota de 20% para compras internacionais de até US$ 50. Para valores superiores, a tributação pode chegar a 60%, com um desconto fixo de US$ 20. Em 2025, o governo arrecadou R$ 5 bilhões com esse imposto, refletindo um aumento significativo em relação ao ano anterior, quando a arrecadação foi de R$ 2,88 bilhões.
Opiniões Divergentes
A declaração de Alckmin contrasta com a opinião do presidente Lula, que descreveu a cobrança como “desnecessária”. A pressão para a revogação da taxa aumenta, especialmente após a divulgação de uma pesquisa que aponta que 62% dos brasileiros consideram a taxa um erro do governo. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também comentou sobre a necessidade de ouvir as justificativas do governo, já que a medida pode impactar as contas públicas.
Opinião
A manutenção da taxa das blusinhas em meio a um descontentamento popular pode trazer desafios adicionais ao governo, que já enfrenta críticas sobre a eficácia de suas políticas tributárias.





