O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reafirmou sua posição sobre a manutenção da meta de inflação em 3% ao ano, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Essa declaração contraria a recente resolução do PT, que busca revisar o modelo atual de metas.
O partido do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, publicou um documento que sugere a necessidade de alinhar a meta de inflação com outros parâmetros de crescimento econômico. Em resposta, Galípolo destacou que a meta vigente está em consonância com o cenário internacional e comparável a países desenvolvidos e emergentes. “Meta nesse patamar nos deixa muito próximos de outros países”, afirmou durante um evento do BTG Pactual.
Conselho Monetário Nacional e novas diretrizes
A mudança no modelo de meta e cálculo da inflação foi aprovada em 2024 e começará a valer a partir de 2025. Essa definição é responsabilidade do Conselho Monetário Nacional (CMN), que conta com a presença de Galípolo, Haddad e Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento.
Galípolo também enfatizou que a questão central não é apenas a meta de inflação, mas a necessidade de manter taxas elevadas para alcançar a convergência da inflação ao objetivo estabelecido. Atualmente, a Selic está em 15%, o que tem gerado críticas de membros do PT.
Divisões políticas e debate legítimo
O PT argumenta que é necessário revisar a meta de inflação para compatibilizá-la com o crescimento econômico e a geração de empregos de qualidade. Haddad reconheceu as divergências dentro do partido e afirmou que o debate é legítimo, ressaltando que é importante considerar variáveis econômicas de forma integrada para evitar disfuncionalidades.
Opinião
A posição de Galípolo evidencia a complexidade da política econômica brasileira, onde diferentes visões sobre a inflação e crescimento geram debates intensos e necessários.
