Economia

Fundação Getulio Vargas revela queda do IGP-M enquanto aluguel dispara em 2025

Fundação Getulio Vargas revela queda do IGP-M enquanto aluguel dispara em 2025

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) encerrou 2025 com uma queda acumulada de 1,05%, conforme dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Este índice, amplamente utilizado para a correção dos aluguéis, traz um alívio para inquilinos que podem negociar reajustes anuais em seus contratos de locação.

Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação ou Administração de Imóveis Residenciais ou Comerciais (Secovi-Rio), explica que a deflação do IGP-M indica que, nos contratos indexados a esse indicador, não haverá reajuste para cima no aniversário do contrato. Isso cria um ambiente mais favorável à negociação, especialmente em mercados com maior oferta de imóveis.

No entanto, Schneider ressalta que nem todos os contratos serão afetados, uma vez que muitos contratos novos adotam o IPCA, que é considerado um índice mais estável e alinhado à inflação do consumidor. Portanto, apenas os contratos que preveem expressamente o IGP-M são impactados por essa deflação.

Aluguel em alta

Apesar da queda do IGP-M, o custo do aluguel subiu, em média, 9,44% em 2025. Essa alta é mais que o dobro da inflação geral do ano, que foi de 4,26%. O aumento, embora significativo, foi menor que o observado em anos anteriores, onde a locação residencial teve altas de até 16% ao ano.

Os dados sobre os aluguéis são do Índice FipeZAP, que acompanha o preço médio de imóveis em 36 cidades brasileiras. Entre as capitais, Teresina registrou a maior alta no aluguel, com 21,81%, enquanto Manaus teve a menor alta, com apenas 1%. O Rio de Janeiro, por sua vez, teve um aumento de 10,87% nos aluguéis.

Ranking das capitais

As capitais com as maiores altas de aluguel em 2025, segundo o FipeZAP, foram:

1. Teresina (PI): 21,81%

2. Belém (PA): 17,62%

3. Aracaju (SE): 16,73%

4. Vitória (ES): 15,46%

5. João Pessoa (PB): 15,31%

Manaus (AM) teve a menor alta com 1%.

Opinião

A situação atual do mercado imobiliário revela um cenário complexo, onde a queda do IGP-M oferece uma oportunidade para negociações, mas o aumento dos aluguéis ainda representa um desafio significativo para os inquilinos.