Funcionários da Caixa Econômica Federal realizam assembleias virtuais nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, para decidir o futuro da greve que já dura 11 dias. Os trabalhadores avaliam uma nova proposta de acordo coletivo apresentada pelo banco, que tenta destravar o impasse em torno do plano de saúde da categoria.
Proposta em discussão
A nova proposta eleva a participação da Caixa para 9% da folha de pagamento, além de estabelecer uma contribuição fixa de 3,7% da remuneração-base para todos os usuários. O modelo tradicional previa que a Caixa pagasse 70% das despesas e os empregados 30%, mas desde 2017, um teto de gastos fixado em 6,5% da folha de pagamento impôs limites que geraram um déficit do Saúde Caixa superior a centenas de milhões de reais.
Resistência a mudanças
A proposta anterior de cobrança de mensalidades diferentes conforme a idade do usuário gerou forte resistência, com a rejeição anterior chegando a 90% em São Paulo. A nova proposta, que preserva o pacto intergeracional e mantém a contribuição linear, é vista como um avanço significativo. A Fenag, que representa os gestores do banco, sinaliza que as melhorias atuais oferecem fundamentos sólidos para a aprovação do acordo coletivo.
Expectativas para a votação
A decisão final sobre a proposta e a retomada das atividades cabe exclusivamente ao voto dos trabalhadores nas assembleias de cada base sindical. O recuo da Caixa em pontos sensíveis, como o teto de gastos e a tabela por idade, mudou o cenário político das negociações atuais, aumentando a expectativa de um desfecho positivo.
Opinião
A votação de hoje é crucial para o futuro dos funcionários da Caixa e pode trazer alívio após dias de incerteza e paralisação.





