Economia

Funcionários da Caixa Econômica mantêm greve após rejeição de proposta; banco reage

Funcionários da Caixa Econômica mantêm greve após rejeição de proposta; banco reage

Os funcionários da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional, iniciada em 10 de setembro de 2026, por tempo indeterminado. A decisão veio após a rejeição da proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pelo banco.

O principal ponto de discórdia nas negociações é o plano de assistência médica da categoria, o Saúde Caixa. A proposta do banco incluía aumentar o teto de coparticipação dos funcionários de R$ 3.600 para R$ 4.800 por grupo familiar, além de reajustes nas consultas em pronto-socorro. Para tentar um acordo, a Caixa ofereceu também a ampliação do limite de participação no custeio do plano de 6,5% para 8% e antecipação de aportes financeiros futuros para cobrir déficits.

Além disso, a Caixa propôs um prêmio de reconhecimento de R$ 3.000 por empregado, juntamente com a promessa de pagamento do salário reajustado e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no dia 18 de setembro de 2026. No entanto, diante da recusa dos bancários, a expectativa é que o banco retire a proposta e ingresse com um dissídio coletivo na Justiça do Trabalho.

A greve já impacta agências em estados como São Paulo e Paraná, onde muitas estão fechadas. A Caixa orienta a população a utilizar o atendimento remoto por meio de seus canais digitais, como o aplicativo da Caixa, o Internet Banking, o Caixa Tem e o atendimento via WhatsApp (0800-104-0104). Para serviços presenciais ou saques, os caixas eletrônicos, a rede Banco24Horas, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui permanecem disponíveis.

Opinião

A continuidade da greve da Caixa Econômica reflete a insatisfação dos funcionários com as propostas apresentadas, evidenciando a necessidade de um diálogo mais eficaz entre a direção do banco e seus empregados.