O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, decidiu manter a convocação obrigatória da presidente do Palmeiras e dona da Crefisa, Leila Pereira, para depor na CPMI do INSS. A decisão foi tomada em 11/03/2026 e reafirma a necessidade de sua presença, independentemente dos argumentos apresentados por sua defesa.
Leila Pereira deveria ter comparecido ao Congresso na última segunda-feira, mas não compareceu, alegando questões de sigilo. No entanto, Dino não acolheu tais argumentos, enfatizando que a proteção de dados privados não se aplica ao dever de um cidadão em colaborar com a Justiça e o Legislativo. Ele destacou: “Não há violação da intimidade” no caso de uma convocação para depor.
A defesa de Leila argumentou que a suspensão de quebras de sigilo concedida a Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, deveria anular também a convocação dela. Contudo, o ministro foi enfático ao separar as duas situações, reafirmando a obrigatoriedade do depoimento.
Após a ausência de Leila, membros da comissão cogitaram a possibilidade de condução coercitiva, mas essa opção foi descartada. Flávio Dino garantiu que a empresária não será levada à força para o depoimento, permitindo que uma nova data seja solicitada, respeitando seu direito de defesa e organização.
A investigação em questão se concentra nas operações da Crefisa, que atua no setor de crédito consignado para aposentados e pensionistas do governo federal. O depoimento de Leila Pereira é considerado crucial para que os parlamentares compreendam o fluxo das operações financeiras dentro do sistema previdenciário.
Opinião
A decisão de Flávio Dino reforça a importância da transparência e da colaboração de figuras públicas em investigações que buscam esclarecer possíveis irregularidades no sistema financeiro.






