Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ridicularizaram a carta golpista divulgada por Flávio Bolsonaro em 28 de setembro. O senador, que foi candidato derrotado na disputa presidencial, se autoproclamou ‘presidente eleito’ e afirmou, sem apresentar provas, que houve fraude no segundo turno das eleições.
A manifestação de Flávio foi considerada ‘patética’ por integrantes da Corte, que afirmaram que a carta não merece respostas contundentes. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, reafirmou a normalidade das eleições horas após a divulgação do documento, garantindo que o pleito foi realizado com segurança e que eventuais questionamentos serão analisados dentro do devido processo legal.
Flávio, que fugiu para os Estados Unidos, tentou dar continuidade ao que ministros qualificaram como ‘golpismo do pai’, referindo-se ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Ao ser questionados sobre uma possível reação do STF, um dos ministros simplesmente respondeu: ‘Reagir? Pergunte ao Kassio.’
Outro integrante do TSE minimizou a carta, afirmando que teorias de conspiração não merecem atenção ou resposta. A manifestação do STF sobre o assunto foi inexistente, mas um dos ministros disse que ‘quem proclamou o resultado e atestou a lisura das eleições foi o ministro indicado pelo próprio perdedor’.
Na carta, Flávio Bolsonaro se compara a figuras históricas, mencionando José Martí e Rui Barbosa, este último um dos responsáveis pela criação do Supremo no modelo atual. A carta foi amplamente ridicularizada, com um ministro comentando: ‘Loucura, né?’
Opinião
A situação em torno da carta de Flávio Bolsonaro evidencia a fragilidade das narrativas golpistas e a firmeza das instituições em reafirmar a legitimidade do processo eleitoral.





