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Flávio Bolsonaro escolhe Marcello Lopes para chefiar marketing, mas ele recusa cargo no governo

Flávio Bolsonaro escolhe Marcello Lopes para chefiar marketing, mas ele recusa cargo no governo

O publicitário Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, foi escolhido por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para liderar o marketing de sua campanha. Contudo, ele deixou claro que não pretende integrar o governo em caso de vitória, uma condição imposta por ele mesmo.

Marcelão, que iniciou sua trajetória como policial civil, afirmou que sua experiência anterior na vida pública o levou a perceber que não possui afinidade com a gestão estatal. “Não tem possibilidade nenhuma de eu fazer parte do governo do Flávio, essa foi a condição que eu coloquei para trabalhar com ele”, declarou.

Experiência e equipe técnica

O publicitário trabalhou na Casa Militar durante a gestão de Agnelo Queiroz (PT) de 2011 a 2014. Após essa experiência, fundou a Cálix Propaganda, uma agência de publicidade com sede em Brasília. A empresa atende clientes como o Banco de Brasília e já cuidou da conta da Secretaria de Comunicação do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo.

Marcelão se licenciará da presidência da agência para se dedicar integralmente à campanha de Flávio, que é liderada pelo ex-ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho (PL-RN). Ele planeja iniciar essa dedicação até o início de junho.

Relação pessoal e compromissos futuros

Amigos de longa data, Flávio e Marcelão frequentam a mesma igreja em Brasília, a Comunidade das Nações, onde realizam eventos pessoais e familiares. Além disso, Marcelão já acompanhou Flávio em uma viagem a Israel em janeiro de 2026, logo após a definição de Flávio como candidato.

Marcelão acredita que, apesar de não participar da gestão, poderá contribuir com sugestões, confiando na sensibilidade de Flávio para a escolha do restante da equipe.

Opinião

A escolha de Marcelão para a comunicação da campanha reflete uma estratégia focada em profissionais com experiência técnica, mas sua recusa em integrar o governo levanta questões sobre a dinâmica da equipe e a gestão futura.