A Band TV abrirá a série de debates para candidatos à presidência nas eleições de 2026, com o primeiro encontro agendado para 23 de agosto. No entanto, a presença dos principais candidatos, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), ainda é incerta.
A análise nas pré-campanhas indica que ambos têm mais a perder do que a ganhar ao participar do debate logo no início. O lado petista teme que Lula se torne alvo de ataques de outros candidatos, que em sua maioria representam a direita, como Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). Por outro lado, a equipe de Flávio Bolsonaro acredita que sua participação pode prejudicá-lo, especialmente em relação a temas delicados, como sua conexão com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Condicionantes e declarações
A participação de Flávio Bolsonaro no debate está condicionada à presença de Lula. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou: “Por que que você vai debater com candidatos que têm 4%, 5%? Isso não faz sentido. O debate dele tem que ser com Lula e acabou”. Enquanto isso, Lula declarou que não participará de debates que não contribuam para a sociedade, questionando o valor de debater com candidatos sem compromisso.
Além do debate da Band, outros dois eventos estão programados: um no SBT em 14 de setembro e outro na TV Globo em 1º de outubro.
Histórico de ausências
Desde 1989, a Band tem um histórico de ausências em seus debates. Em 2006, Lula não participou de nenhum debate do primeiro turno, e em 2018, ele estava preso e não pôde comparecer. Outros candidatos também não compareceram em anos anteriores, como Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso.
Opinião
A expectativa em torno do debate da Band é alta, mas a ausência de figuras centrais como Lula e Flávio Bolsonaro pode enfraquecer a discussão e a importância do evento para o eleitorado.





