O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se manifestou sobre a Operação Wi-Fi Livre SP, que investiga irregularidades em um contrato firmado entre a prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil. A operação, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo, tem como alvo também a produtora Go UP Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, que retrata a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em sua declaração, feita no dia 1º de junho de 2026, Flávio afirmou que não acredita que parte da polícia de São Paulo esteja agindo com fins eleitorais e que se trata de uma perseguição contra seu grupo político. Ele ressaltou que os eventos investigados não têm relação com o filme, afirmando: “Eu só não quero crer que a gente está sendo vítima, mais uma vez, de uma pescaria probatória, de uma perseguição”.
Irregularidades no contrato
A Operação Wi-Fi Livre SP investiga um contrato que inicialmente era de R$ 108 milhões, mas que foi elevado para R$ 157,1 milhões devido a aditivos. Segundo as investigações, pelo menos R$ 26 milhões foram pagos sem a efetiva prestação dos serviços previstos. A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão, autorizados pela 1ª Vara Regional das Garantias, e os alvos incluem o Instituto Conhecer Brasil, a Go UP Entertainment e endereços ligados à presidente da entidade, Karina Ferreira da Gama, além da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT), responsável pela parceria com a organização.
A Go Up Entertainment ainda não se manifestou sobre a operação. A Secretaria de Segurança Pública foi contatada para comentar a declaração de Flávio, mas ainda não houve retorno.
Opinião
A declaração de Flávio Bolsonaro levanta questões sobre a relação entre política e investigações policiais, especialmente em um ano eleitoral.





