O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmando que a Polícia Federal vem “atuando de forma seletiva”. A declaração foi publicada em rede social nesta sexta-feira, 10, e ocorre em meio a uma investigação que resultou no bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.
A investigação da Polícia Federal aponta que Valdemar utilizou servidores da Câmara dos Deputados para direcionar recursos herdados do orçamento secreto. Segundo Flávio, a atuação de Valdemar, que não tem mandato como deputado ou senador, é “natural”. Ele declarou: “Tenho certeza que o presidente Valdemar saberá dar todas as respostas aos pontos levantados”.
Flávio Bolsonaro lamentou a atuação da PF, afirmando que é “lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo”. Ele criticou ainda a falta de recursos da PF para investigar denúncias contra Lulinha, filho do presidente Lula, enquanto mobiliza recursos para atacar adversários.
A Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025, investiga Valdemar e aponta que ele contava com autonomia para direcionar recursos de emendas. O direcionamento das emendas era operado por Mariângela Fialek, ex-assessora de Arthur Lira, que teve seu celular analisado pela PF, revelando um “arranjo decisório paralelo” para a destinação de verbas públicas, no qual Valdemar aparece como responsável.
Os advogados de Valdemar, Marcelo Bessa e Thiago Fleury, afirmaram que a decisão de Flávio Dino se baseia em “premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária”. Eles defendem que é “natural e legítima” a atuação do presidente do PL junto à bancada do partido.
Opinião
A defesa de Flávio Bolsonaro a Valdemar Costa Neto levanta questões sobre a imparcialidade das investigações da PF e a politicagem em torno de casos sensíveis.





