O reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 17 de outubro de 2023 gerou polêmica na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). O aumento do benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 e do benefício médio de R$ 675 para R$ 777 foi visto por integrantes da campanha de Flávio como uma “armadilha” eleitoreira.
Críticas ao Timing do Anúncio
Flávio Bolsonaro criticou o “timing” do anúncio, destacando que ele ocorreu a apenas 17 dias das eleições. Apesar de considerar a medida como uma tentativa de manipulação eleitoral, a equipe de Flávio optou por não judicializar a questão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Fontes próximas à campanha acreditam que questionamentos jurídicos não teriam efeito a tempo e poderiam prejudicar a imagem do candidato.
Estratégia de Reação
A estratégia de Flávio inclui relembrar o aumento do benefício durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, que elevou o valor do programa para R$ 600, na época rebatizado como Auxílio Brasil. Em um comício na Bahia, Flávio comparou o poder de compra do benefício entre os governos e classificou a ação de Lula como um “ato de desespero”.
Promessas para o Futuro
Flávio Bolsonaro se comprometeu a garantir os benefícios do Bolsa Família em seu governo, afirmando: “Eu vou cuidar de cada um de vocês”. Ele ainda ressaltou que pretende aumentar o valor do benefício, embora essa alternativa esteja, por enquanto, fora de cogitação em sua campanha.
Opinião
A crítica de Flávio ao reajuste do Bolsa Família reflete a tensão política a poucos dias das eleições, evidenciando a estratégia de cada candidato em conquistar a confiança do eleitorado.





