No último domingo (5), o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizou uma transmissão ao vivo a partir de Washington, nos Estados Unidos, onde fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a live, ele afirmou que Lula é “o único do mundo que quer a tarifação” de produtos pelo governo norte-americano, sugerindo que o petista estaria buscando ganhos eleitorais com essa postura.
Flávio viajou para os EUA no dia 4, com o objetivo de participar de uma audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Ele pretende apresentar argumentos técnicos para convencer as autoridades americanas a adiarem a aplicação de tarifas que, segundo ele, poderiam desgastar a imagem do bolsonarismo.
O governo brasileiro protocolou, no dia 1º de outubro, uma resposta ao USTR, argumentando que a Seção 301 “não concede carta branca” para impor custos comerciais em resposta a condutas estrangeiras. Flávio, no entanto, acusou Lula de ter “lavado as mãos” nas negociações e disse que o governo brasileiro não estaria atuando de forma eficaz para impedir a tarifação.
Na live, Flávio Bolsonaro também fez uma associação controversa, ligando Lula ao Primeiro Comando da Capital (PCC) sem apresentar evidências. Ele sugeriu que o presidente teria receio de classificar o PCC como uma organização terrorista, relacionando essa posição a investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A transmissão, que teve um tom descontraído e incluiu comentários sobre futebol, visou também manter a base eleitoral engajada, seguindo a tradição de comunicação de seu pai, Jair Bolsonaro. Flávio expressou otimismo em relação às audiências em Washington, destacando a importância de conduzir as negociações “de igual para igual”.
Opinião
A estratégia de Flávio Bolsonaro de criticar Lula e buscar apoio nos EUA reflete uma tentativa de influenciar a percepção pública sobre as tarifas e reforçar sua base política.





