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Flávio Bolsonaro critica Lula e gera polêmica ao mencionar dedo amputado

Flávio Bolsonaro critica Lula e gera polêmica ao mencionar dedo amputado

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, fez uma declaração polêmica durante o debate da TV Globo, na última sexta-feira (23), ao mencionar a perda do dedo mínimo da mão esquerda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorreu enquanto Flávio criticava a política tributária do governo e discutia a proposta de tarifa zero no transporte público.

Flávio afirmou que o petista “dá com uma mão e tira com os nove dedos”, fazendo referência à deficiência física de Lula. Além disso, o senador insinuou que não estava ouvindo corretamente o que Lula dizia, aludindo à dificuldade de dicção do presidente. Essa fala gerou uma reação imediata de Lula, que, ao retornar do intervalo, respondeu: “Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos”.

Aliados de Lula consideraram a fala de Flávio como capacitista, levando o senador a pedir desculpas posteriormente. “Se eu te ofendi, eu te peço desculpas de verdade, eu não queria te ofender”, declarou Flávio.

Como Lula perdeu o dedo?

A perda do dedo mínimo da mão esquerda de Lula ocorreu em 1964, quando ele tinha apenas 18 anos. O acidente de trabalho aconteceu na Metalúrgica Independência, localizada em São Paulo, onde Lula trabalhava como torneiro mecânico. Segundo relatos, o acidente ocorreu enquanto ele tentava consertar uma prensa mecânica que havia quebrado. Um colega de trabalho adormeceu e soltou o braço da máquina, que caiu sobre a mão de Lula, esmagando seu dedo mínimo.

Após o acidente, Lula precisou esperar até as 6h da manhã para ser levado ao hospital, onde o dedo foi amputado. O Instituto Lula, que preserva a trajetória do presidente, informou que ele recebeu uma indenização pelo acidente, mas não se aposentou por invalidez e continuou sua carreira como metalúrgico antes de se tornar dirigente sindical e entrar na política.

Opinião

A declaração de Flávio Bolsonaro levanta questões importantes sobre a sensibilidade nas discussões políticas, especialmente em relação a deficiências e suas representações.