Após obter 47,03% dos votos no primeiro turno, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) se prepara para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Com um clima de confiança, Flávio intensifica suas articulações políticas, buscando apoio do Centrão e de governadores.
Desde a última segunda-feira, 5 de outubro, aliados de Flávio trabalham para transformar sua vantagem nas urnas em uma frente política mais ampla. O objetivo é conquistar o apoio de partidos que permaneceram neutros na primeira rodada, além de buscar os votos dos candidatos derrotados, que somaram cerca de 9 milhões de votos.
Articulações com o Centrão e governadores
O coordenador-geral da campanha, Rogério Marinho (PL-RN), já iniciou conversas com líderes de partidos como Republicanos e PP. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que foi reeleito no primeiro turno, se reuniu com Flávio e declarou que terá “foco total” na disputa presidencial, o que pode ser crucial para a mobilização de votos.
A campanha do PL convocou uma reunião com governadores e parlamentares eleitos para o dia 7 de outubro, visando alinhar estratégias para as três semanas que antecedem a votação. A expectativa é que governadores e parlamentares de outras siglas também participem, demonstrando força na candidatura de Flávio.
Resultados e expectativas
O PL se destacou nas eleições, elegendo 19 senadores e se preparando para ter a maior bancada do Senado a partir de 2027. Esse desempenho é visto como um argumento forte para a governabilidade de Flávio, caso seja eleito.
Além das negociações com partidos, a campanha também mira os eleitores que apoiaram candidatos eliminados, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante). O apoio de Zema, que já declarou ser “oposição ao PT”, é especialmente significativo, pois ele anunciou seu apoio a Flávio.
Opinião
A mobilização de Flávio Bolsonaro reflete uma estratégia bem planejada para consolidar sua posição antes do segundo turno, mostrando que a disputa está longe de ser decidida.





