Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Durante uma agenda de campanha em Arapiraca (AL), ele afirmou que Lula “pediu” e “implorou” pelas tarifas. Flávio declarou: “Eu tentei fazer minha parte lá atrás, porque o Lula fez muita força, pediu esse tarifaço, implorou por esse tarifaço e ele conseguiu. Mérito do Lula, parabéns, Lula, pelo Brasil ser tarifado pelos Estados Unidos”.
O tarifaço, um conjunto de sobretaxas, começou em 2025 sob o governo de Donald Trump. Em julho daquele ano, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, citando práticas comerciais injustas como justificativa. Em julho de 2026, uma tarifa adicional de 25% foi imposta, seguida por uma sobretaxa de 12,5% no mesmo ano, totalizando uma possível sobretaxa de 37,5% em determinados produtos.
Flávio afirmou que, se for eleito, pretende adotar uma postura diferente nas negociações com os Estados Unidos, além de buscar acordos com China, Índia, Argentina, Israel e países do Oriente Médio. Ele reconheceu que a responsabilidade pela condução das negociações é do atual presidente, mas prometeu agir com “credibilidade”.
Após uma conversa telefônica entre Lula e Trump em 21 de agosto de 2026, os dois governos decidiram retomar as negociações. Uma nova reunião entre representantes brasileiros e americanos está prevista para discutir as tarifas e possíveis exceções. O governo brasileiro considera as tarifas injustificadas e já acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as medidas.
Opinião
A troca de acusações entre Flávio Bolsonaro e Lula sobre o tarifaço revela a tensão nas relações comerciais entre Brasil e EUA, que pode impactar diretamente a economia brasileira.





