Após a articulação do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), no Congresso em 14 de novembro, a disputa pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sofreu mudanças significativas. A deputada federal Soraya Santos (PL-RJ) anunciou sua retirada da corrida, seguindo a estratégia de convergência para enfrentar Odair Cunha (PT-MG).
Durante o dia, diversas bancadas se reuniram para discutir a possibilidade de apoio a um candidato único, resultando na desistência de Adriana Ventura (Novo-SP) também. Em sua declaração, Ventura enfatizou o desejo de ver mais mulheres nas próximas vagas do STJ e do TCU, afirmando: “É esta mulher que vai fazer um gesto que nenhum de vocês esperava.”
Apoio a Odair Cunha
A candidatura de Odair Cunha é respaldada por 12 partidos, incluindo PT, PP, MDB e PSB, e conta com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Motta tem atuado ativamente para garantir os votos necessários e consolidar a aliança que favorece a candidatura de Cunha.
A vaga do TCU foi prometida ao PT como parte de um acordo que visava apoiar a eleição de Hugo Motta. A fragmentação da disputa é vista como um fator que pode beneficiar Cunha, levando à retirada de Soraya e Adriana como uma estratégia para fortalecer outros candidatos.
Voto útil contra o PT
O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), orientou sua bancada a adotar um “voto útil” em apoio ao candidato do União Brasil, enfatizando a necessidade de unir forças para derrotar o candidato do PT.
Opinião
A movimentação no Congresso revela a complexidade da política brasileira, onde alianças e desistências podem mudar o rumo das disputas, especialmente em momentos decisivos como este.





