A sexta-feira foi marcada por intensas conversas entre Flamengo, West Ham e o estafe de Lucas Paquetá, mas não houve definições sobre o retorno do meia de 28 anos ao futebol brasileiro. O clube rubro-negro esperava que os ingleses chegassem a um acordo, especialmente em relação ao valor pedido e à data de liberação do jogador.
O cenário atual é um jogo de paciência, com as negociações podendo se arrastar por mais dias ou semanas. Os encontros entre as partes têm sido frequentes, reforçando o diálogo. Paquetá já se acertou com o Flamengo e tenta ajudar no processo de convencimento internamente, apesar de estar afastado dos gramados devido a uma lesão nas costas.
De acordo com informações apuradas, o Flamengo só apresentará uma proposta formal quando tiver clareza sobre todas as condições que o West Ham deseja. O diretor José Boto lidera as discussões e levará as propostas ao presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, assim que possível.
Valores em negociação
Havia expectativa de que as conversas desta sexta-feira fossem decisivas para a transferência de Paquetá, mas isso não se concretizou. A negociação avança lentamente, com o Flamengo disposto a esperar. Desde o início das tratativas, o West Ham se mostrou mais flexível em relação ao valor de venda do jogador, que inicialmente era de 60 milhões de euros. Agora, o clube londrino admite liberar Paquetá por 40 milhões de euros, divididos entre uma parte fixa e outra em metas contratuais.
Pressão da Premier League
Paquetá e o Flamengo desejam que a transferência aconteça ainda nesta janela, que se encerra em 31 de janeiro. No entanto, o West Ham deseja manter o jogador até o fim da temporada, buscando evitar o rebaixamento na Premier League. Atualmente, o clube ocupa a 18ª posição, a sete pontos do primeiro time fora da zona de rebaixamento, o Nottingham Forest. A equipe, sob o comando do técnico Nuno Espírito Santo, perdeu 13 de seus 21 jogos nesta temporada e a última vitória ocorreu em 8 de novembro.
Opinião
A negociação entre Flamengo e West Ham por Paquetá reflete a complexidade do mercado de transferências, onde lesões e situações de clubes em crise podem influenciar decisões estratégicas.





