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Fiocruz investiga caso de belga com malária e alerta para risco de ebola

Fiocruz investiga caso de belga com malária e alerta para risco de ebola

O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), investiga desde sábado (30) o caso de um viajante belga que chegou ao Rio de Janeiro vindo de Uganda, apresentando sintomas virais. O paciente apresentou tosse, calafrios e diarreia, e um teste inicial deu positivo para malária.

As amostras de saliva e urina coletadas confirmaram a malária, enquanto os testes para ebola resultaram negativos. Apesar disso, o exame de sangue do paciente ainda está em análise, e ele permanece isolado até que um diagnóstico conclusivo seja alcançado, em razão dos registros de casos de ebola em Uganda.

A Fiocruz acionou o protocolo de atendimento especializado assim que o homem chegou ao Instituto Evandro Chagas. Em nota à imprensa, a instituição informou que a medida de isolamento é uma precaução, considerando o histórico de viagem do paciente.

Além do paciente, estão sendo monitoradas as pessoas que tiveram contato com ele, com o apoio das secretarias municipal e estadual de Saúde. A Fiocruz reitera que o vírus do ebola não é transmitido por via respiratória, mas apenas por contato direto com sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos ou animais infectados.

Atualmente, há um surto de ebola em países da África Central, com o epicentro no Congo e casos registrados em Uganda. O vírus provoca febre hemorrágica e apresenta alta letalidade. A Fiocruz é referência para tratar casos suspeitos de ebola no Brasil e informa que o risco de transmissão no país é considerado baixo.

Opinião

A situação exige atenção redobrada das autoridades de saúde, dada a gravidade do ebola e a possibilidade de novos casos surgirem.