A Fifa anunciou que a Copa do Mundo de 2026 contará com 48 seleções e um total de 104 jogos. O evento será realizado em 16 cidades-sede, sendo 11 nos Estados Unidos, 3 no México e 2 no Canadá. O aumento no número de seleções e partidas levanta preocupações sobre os altos custos e a infraestrutura necessária para acomodar o evento.
Desafios e investimentos necessários
Com o recorde de jogos, a Fifa torna cada vez mais difícil a realização da Copa do Mundo em um único país. Apenas na Arábia Saudita, que sediará a Copa de 2034, o custo da construção e reforma de estádios deve chegar a US$ 20 bilhões. Este investimento é considerado desproporcional para um país com cerca de 35 milhões de habitantes, onde a média de público nos jogos locais não ultrapassa 8.000 pessoas.
Próximas Copas e a América do Sul
A Copa do Mundo de 2030 terá 20 cidades-sede, mas apenas 3 na América do Sul, em Montevidéu, Buenos Aires e Assunção. Essa mudança reflete a tendência da Fifa de priorizar países ricos e grandes, que podem arcar com os custos elevados de infraestrutura.
Receitas e poder político da Fifa
Com a ampliação do torneio, a Fifa quase dobrou sua receita, alcançando US$ 11 bilhões no ciclo de quatro anos. Essa mudança beneficiou principalmente as confederações da África e da Ásia, que tiveram suas vagas dobradas. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, foi eleito e reeleito sem oposição, consolidando seu poder na entidade.
Opinião
A crescente comercialização da Copa do Mundo levanta questões sobre o futuro do futebol e a verdadeira essência do torneio, que parece cada vez mais distante das raízes esportivas.





