A Fifa anunciou na quarta-feira a abertura de processos disciplinares contra o espanhol Gavi e os argentinos Leandro Paredes, Nahuel Molina, Thiago Almada e Roberto Ayala, auxiliar técnico da seleção argentina, pelos incidentes registrados após a final da Copa do Mundo de 2026, vencida pela Espanha por 1 a 0.
Segundo comunicado divulgado pela entidade, Paredes, Molina e Ayala responderão por possíveis violações do artigo 14 do Código Disciplinar da Fifa, referente a agressão. Já Gavi, Almada e o próprio Molina também são investigados por suposta conduta antidesportiva, prevista no artigo 14(1)(b) do regulamento.
Acusações graves
De acordo com a Fifa, a decisão foi tomada após a análise do relatório elaborado pelo procurador disciplinar e ético designado para investigar os acontecimentos da decisão do Mundial. No caso de Nahuel Molina, o processo reúne três acusações: duas por agressão — uma consumada e outra tentada — e uma por conduta antidesportiva. Paredes responderá por três acusações de agressão, enquanto Roberto Ayala, integrante da comissão técnica de Lionel Scaloni, também foi denunciado por uma suposta agressão. Thiago Almada e Gavi respondem por um episódio de conduta antidesportiva cada.
Investigação da AFA
A Fifa também abriu um procedimento disciplinar contra a Associação de Futebol Argentino (AFA) por uma série de ocorrências registradas ao longo da Copa do Mundo. A federação é investigada por possíveis violações dos artigos 13, 14, 15 e 17 do Código Disciplinar da entidade, que tratam, respectivamente, do uso de eventos esportivos para manifestações de natureza não esportiva, conduta imprópria, discriminação e ordem e segurança das partidas.
Segundo a Fifa, o processo considera episódios envolvendo cânticos e gestos discriminatórios, atrasos no início de partidas, descumprimento de protocolos de segurança e de jogo, exibição de mensagens consideradas inapropriadas por jogadores e torcedores e o arremesso de objetos durante compromissos da seleção argentina no torneio.
Opinião
A situação evidencia a necessidade de maior controle e respeito às normas no futebol, especialmente em eventos de grande magnitude como a Copa do Mundo.





