O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontou uma alta de 0,64% na primeira quadrissemana de junho, acumulando um aumento de 4,61% nos últimos 12 meses. Este é o maior percentual registrado nos últimos cinco levantamentos, conforme o relatório divulgado em 08/06/2026.
O peso dos alimentos no custo de vida
O relatório revela que o crescimento no custo de vida foi impulsionado principalmente pelo aumento nos preços dos alimentos, que apresentaram um crescimento de 1,57%. Entre os itens que mais impactaram essa alta, destaca-se a batata-inglesa, que subiu 47,60% em comparação ao período anterior, quando a alta era de 45,17%.
Queda nos preços de combustíveis
Por outro lado, o preço do etanol registrou uma queda de 7,02%, enquanto anteriormente havia uma redução de 6,90%. Esses dados refletem uma dinâmica de mercado que pode afetar o comportamento do consumidor e as expectativas de inflação.
Análise das categorias de despesas
O relatório da FGV detalhou outras categorias que influenciam o custo de vida. As despesas diversas aumentaram 1,30%, enquanto a habitação subiu 1%. Já o vestuário teve um aumento de 0,78%, e a saúde e cuidados pessoais cresceram 0,49%. Em contrapartida, transportes apresentaram uma queda de -0,61%.
O cálculo do IPC-S considerou os preços coletados entre 8 de maio e 7 de junho, comparando-os aos preços do período anterior, de 8 de abril a 7 de maio.
Opinião
A alta no custo de vida, especialmente nos alimentos, levanta preocupações sobre o poder de compra das famílias brasileiras e a necessidade de políticas públicas eficazes para mitigar esses impactos.





