A Federação União Brasil-PP impôs novas condições para o apoio à reeleição do senador Esperidião Amin (PP) em Santa Catarina, colocando em risco a aliança com o governador Jorginho Mello (PL). As siglas exigem um apoio explícito ao projeto de Amin, enquanto Mello se vê pressionado após optar por apoiar as candidaturas do ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) e da deputada federal Carol de Toni (PL) ao Senado.
Possível exclusão de Jorginho Mello da aliança
A federação admite caminhar com o pré-candidato ao governo estadual, João Rodrigues (PSD), caso Mello mantenha sua estratégia de lançar dois nomes ao Senado. A decisão de Mello rompeu um acordo informal com Amin, que é um aliado histórico do governador. De Toni, por sua vez, deve deixar o PL para concorrer ao Senado por outra legenda, o que complicaria ainda mais a situação.
Prazos e decisões cruciais
O prazo para que a federação tome uma decisão é até o carnaval de 2026. A situação se torna ainda mais crítica, pois há apenas duas vagas ao Senado em 2026 por estado, e a presença de três candidatos na disputa pode isolar Amin. O deputado federal Fábio Schiochet (União Brasil) afirmou que a federação não aceitará uma disputa com três candidatos e pediu uma decisão rápida de Mello.
Reunião entre partidos e futuro da aliança
Uma reunião entre PSD, PP e União Brasil ocorreu em 27 de janeiro de 2026, onde as partes discutiram uma possível aliança eleitoral. As negociações estão em andamento e uma nova rodada está prevista para a semana que antecede o carnaval, considerada decisiva para o futuro da federação em Santa Catarina.
Opinião
A situação política em Santa Catarina está em constante mudança, e as decisões que serão tomadas nas próximas semanas podem redefinir o cenário eleitoral do estado, especialmente com a pressão da federação sobre Jorginho Mello.
