O Fed, banco central dos Estados Unidos, anunciou a elevação da taxa de juros pela primeira vez desde julho de 2023. A decisão foi tomada em 16 de setembro de 2026, elevando a taxa de 3,5% a 3,75% para 3,75% a 4%. Essa é a primeira alta durante o segundo governo de Donald Trump e sob a presidência de Kevin Warsh, que assumiu o cargo em maio de 2026.
Desde que voltou à Casa Branca em janeiro de 2025, Trump tem pressionado o Fed para reduzir as taxas de juros, fazendo ameaças ao antecessor de Warsh, Jerome Powell. Trump chegou a demitir uma diretora do Fed, Lisa Cook, alegando fraude hipotecária, mas a medida foi revertida pela Suprema Corte.
Recentemente, Trump declarou que cortaria o comércio com países com os quais os Estados Unidos têm déficit comercial caso o Fed não baixasse as taxas. Apesar de cortes anteriores na taxa, ela permaneceu estagnada entre 3,5% e 3,75% desde dezembro de 2025.
Em agosto de 2026, a inflação acumulada em 12 meses foi de 3,4%, a menor variação desde março, mas ainda considerada alta para os padrões históricos do país. O aumento nos preços dos combustíveis tem sido um reflexo direto da guerra no Irã, que começou em 28 de fevereiro de 2026, e que tem impactado o trânsito no estratégico Estreito de Ormuz. Nos últimos dias, apenas 8 navios transitaram pelo estreito, enquanto antes da guerra cerca de 140 navios cruzavam a passagem diariamente.
Trump também comentou que a alta dos preços do diesel global se deve principalmente ao conflito entre Rússia e Ucrânia, e não ao conflito no Irã, embora as alegações não tenham sido confirmadas por nenhuma das partes envolvidas.
Opinião
A elevação da taxa de juros pelo Fed reflete a complexidade da economia global e as pressões políticas que influenciam decisões cruciais em tempos de incerteza.





