Os bancos centrais dos EUA e do Japão enfrentam um teste crucial nesta semana, com o Fed se reunindo nos dias 15 e 16 de setembro e o Banco do Japão (BoJ) nos dias 17 e 18 de setembro. A pressão dos investidores para que os formuladores de política monetária se antecipem à inflação é crescente, e qualquer frustração em suas decisões pode aumentar a volatilidade nos mercados.
A probabilidade de uma alta de juros do BoJ nesta semana é de 98%, com expectativas de que a taxa básica suba de 1% para 1,25%, o maior nível desde 1995. Enquanto isso, o Fed mantém sua taxa entre 3,50% e 3,75% desde dezembro de 2025, mas os mercados estão precificando um aperto maior, com duas altas de 0,25 ponto percentual até o fim de 2026.
As preocupações com a inflação estão em alta, especialmente com o preço médio do diesel nos EUA ultrapassando US$ 6 por galão. O rendimento dos títulos de dez anos dos EUA se aproxima de 5%, enquanto o índice FTSE CoreCommodity CRB atinge o nível mais alto em 18 anos. O presidente do Fed, Kevin Warsh, alertou que a inflação persistente pode levar a aumentos de juros.
Além disso, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, pediu juros mais baixos antes das eleições de meio de mandato, pressionando ainda mais o Fed a considerar suas decisões. A pressão por uma política monetária mais agressiva se intensifica, enquanto as autoridades políticas defendem juros mais baixos.
No Japão, o presidente do BoJ, Kazuo Ueda, adotou um tom mais agressivo, levando os investidores a precificar um ritmo mais rápido de altas de juros. A expectativa de um aperto mais rápido contribuiu para a valorização do iene ante o dólar, com a moeda japonesa alcançando a faixa de 152 ienes por dólar.
Opinião
A pressão sobre os bancos centrais reflete a complexidade do cenário econômico atual, onde as decisões de política monetária têm impactos globais significativos.





