O governo dos Estados Unidos, por meio do Escritório do Representante Comercial (USTR), anunciou a imposição de uma tarifa de 25% sobre todas as importações provenientes do Brasil, com início em 22 de julho de 2026. Essa medida é resultado de uma investigação da ‘Seção 301’, que apontou práticas comerciais desleais do Brasil.
A decisão foi tomada após o USTR identificar políticas brasileiras prejudiciais ao comércio digital, pagamentos eletrônicos e meio ambiente. O chefe do USTR, Jamieson Greer, afirmou que houve falta de empenho do governo brasileiro nas negociações para melhorar as relações comerciais.
Exceções e Impactos
Apesar da tarifa, o governo americano criou uma extensa lista de exceções para evitar danos colaterais à sua própria economia. Produtos como ferro-gusa, hidróxido de alumínio, café instantâneo e mel orgânico estão entre os itens que não serão tarifados. O Brasil, que fornece 80% do mel importado pelos EUA, teve o café instantâneo isento devido à falta de produção doméstica nos EUA.
Além disso, produtos farmacêuticos e ingredientes ativos utilizados na fabricação de medicamentos foram excluídos da sobretaxa, visando evitar o aumento de custos no sistema de saúde americano.
Reação do Brasil
O governo brasileiro, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, já havia sinalizado que previa uma decisão desfavorável. Após o anúncio, o Palácio do Planalto classificou o tarifaço como um “marco lastimável” nas relações entre os dois países e anunciou que pretende aplicar a Lei de Reciprocidade.
O USTR também rejeitou solicitações de isenção para celulose solúvel de alta pureza, argumentando que produtores brasileiros se beneficiam do desmatamento ilegal para reduzir custos.
Opinião
A tarifa de 25% pode ser aplicada a qualquer mercadoria do Brasil, e o USTR concluiu que as práticas comerciais do país são





