Internacional

EUA enviam mais de 900 militares à Venezuela após terremotos devastadores

EUA enviam mais de 900 militares à Venezuela após terremotos devastadores

As Forças Armadas dos Estados Unidos estabeleceram uma presença significativa na Venezuela para apoiar as operações de socorro após os devastadores terremotos. Atualmente, mais de 900 militares americanos estão no país, enquanto cerca de 800 militares estão posicionados em centros logísticos no Caribe, em Porto Rico e Curaçao. O general Francis Donovan, comandante do Comando Sul dos EUA, confirmou que essas forças estão ativamente envolvidas nas operações de busca e resgate.

Missão de ajuda humanitária

Os militares dos EUA têm trabalhado para restabelecer o funcionamento do aeroporto e mobilizar recursos aéreos e navais para facilitar a chegada de ajuda humanitária após os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram a Venezuela. Até o sexto dia das operações, apenas um sobrevivente, uma criança de 3 anos, foi resgatado, conforme informou o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez.

Equipamentos e logística

Donovan destacou que foram deslocados pelo menos quatro ou cinco drones MQ-9 Reaper para sobrevoar a Venezuela, reforçando a capacidade de inteligência das autoridades locais. Ele mencionou que essas operações são vitais para garantir que as estradas estejam transitáveis e para identificar os edifícios danificados.

Os fuzileiros navais dos EUA foram os primeiros a chegar ao local, auxiliando na remoção de escombros e no transporte de civis. A operação é fortemente focada em logística, para que a ajuda humanitária internacional não fique retida nos pontos de entrada do país.

Críticas ao governo venezuelano

O governo da Venezuela tem enfrentado críticas por sua resposta lenta e pela falta de mobilização de equipamentos pesados e equipes de resgate especializadas. Muitas pessoas têm agido por conta própria, utilizando ferramentas simples na busca por familiares. Donovan reconheceu que a Venezuela enfrenta consequências de má administração que arruinaram a infraestrutura do país e contribuiram para a frustração da população.

Futuro incerto

Donovan afirmou que não há planos de permanência prolongada das tropas americanas, ressaltando que a decisão sobre a duração da missão cabe ao Departamento de Estado dos EUA. Ele expressou esperança de que os esforços dos EUA possam fortalecer os laços militares entre os dois países no futuro.

Opinião

A presença militar dos EUA na Venezuela após os terremotos evidencia a complexidade das relações internacionais e os desafios enfrentados pelo governo local em momentos de crise.