O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (22) a proibição de ações de protesto consideradas “ilegítimas” nos próximos dias. A decisão foi tomada após uma reunião no Palácio do Eliseu com representantes dos serviços de informações e ministros do governo.
O governo busca proteger os estabelecimentos comerciais, que foram severamente afetados pelos tumultos do último fim de semana, onde cerca de 3 mil lojas registraram roubos e estragos. As manifestações organizadas por estruturas como sindicatos terão trajetos alternativos definidos para evitar novos conflitos.
Grupos de extrema-esquerda acusados de sedição
Durante a declaração, Macron destacou a presença de grupos de extrema-esquerda acusados de sedição, que, segundo as autoridades, estão por trás dos atos de violência e desordem. O presidente classificou esses grupos como “ultraesquerda de extrema periculosidade” e afirmou que eles pretendem “derrubar a República”.
Recolher obrigatório e dispositivo policial
Além da proibição de protestos, um recolher obrigatório foi imposto em várias cidades, e até o dia 21 de outubro, pelo menos 174 pessoas haviam sido detidas em decorrência dos tumultos. As autoridades planejam um dispositivo policial em larga escala para o próximo sábado, utilizando veículos blindados e unidades de elite, com o objetivo de garantir a segurança e evitar novos confrontos.
Opinião
A decisão de Macron reflete a crescente preocupação com a segurança pública e a necessidade de restaurar a ordem em meio a um cenário de violência e descontentamento social.





