Os jogadores do Irã que disputarão a Copa do Mundo receberam vistos para entrar nos Estados Unidos, confirmou um funcionário da Casa Branca à agência de notícias Reuters. A concessão dos vistos ocorreu apenas 10 dias antes da estreia da equipe em Los Angeles, marcada para 15 de junho, em meio ao conflito entre os dois países.
O embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, informou que os vistos foram concedidos na noite de 4 de junho, apesar de a seleção ainda não ter recebido todos os documentos necessários. Segundo a Fars, uma agência de notícias semioficial, alguns membros da equipe técnica e administrativa ainda aguardam a emissão dos vistos, com a embaixada dos EUA se recusando até o momento a liberá-los.
Conflito e Geopolítica na Copa do Mundo
A guerra entre o Irã e os Estados Unidos transformou a Copa do Mundo em uma disputa geopolítica, sendo esta a primeira edição desde 1930 em que um país anfitrião recebe uma nação com a qual está em conflito. A delegação iraniana está programada para pousar em Tijuana no dia 7 de junho, após negociações para transferir a base da equipe do Arizona para o México devido a problemas com vistos.
O Irã enfrentará a Nova Zelândia em sua primeira partida do Grupo G, e também jogará contra a Bélgica e o Egito em Seattle. O embaixador Pasandideh afirmou que os EUA nunca declararam formalmente que não queriam que a equipe iraniana permanecesse em seu território. Contudo, o secretário de Estado Marco Rubio deixou claro que os EUA não permitiriam a presença de indivíduos ligados à Guarda Revolucionária Islâmica na delegação.
Implicações e Expectativas
Mehdi Taj, presidente da federação de futebol do Irã e ex-comandante da Guarda Revolucionária, teve sua entrada negada para o sorteio do torneio em Washington no mês de dezembro. A participação do Irã na Copa do Mundo, mesmo em território considerado inimigo, é vista como um esforço do país para buscar a paz, segundo Pasandideh.
Opinião
A tensão entre o Irã e os EUA, refletida na Copa do Mundo, mostra como o esporte pode ser um campo de batalha para questões políticas e diplomáticas.





