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Dra. Ana Luisa Vilela revela como celular prejudica emagrecimento e sono

Dra. Ana Luisa Vilela revela como celular prejudica emagrecimento e sono

O uso do celular antes de dormir pode atrapalhar o emagrecimento ao prejudicar a qualidade do sono e interferir diretamente no funcionamento do metabolismo. Nesse contexto, o doomscrolling, hábito de rolar compulsivamente conteúdos no celular durante a noite, entra no radar de especialistas por intensificar a exposição às telas justamente quando o corpo deveria desacelerar.

A confusão hormonal

A exposição à luz das telas durante a noite pode interferir no relógio biológico e na produção de melatonina, hormônio que regula o sono. A luz azul emitida por dispositivos eletrônicos tem maior potencial de atrasar o ritmo circadiano do que outras frequências luminosas, podendo deslocar o ciclo biológico em até algumas horas. Essa alteração compromete o descanso noturno e pode afetar processos metabólicos associados à regulação hormonal e ao gasto energético.

O assalto à geladeira

A ciência comprova que o hábito de levar o celular para a cama é um gatilho biológico para o ganho de peso. Apenas cinco dias de sono insuficiente são capazes de desregular os hormônios do apetite, reduzindo a leptina (saciedade) e elevando a grelina (fome). A exposição à luz das telas durante a madrugada cria um desequilíbrio químico que anula o ‘freio’ do organismo, explicando por que a navegação noturna costuma terminar em um ‘assalto’ à geladeira em busca de prazer imediato e energia rápida.

O impacto no metabolismo lento

A luz azul e o sono fragmentado reduzem a taxa metabólica basal, fazendo com que o corpo queime menos energia em repouso. Sem atingir as fases profundas do sono, a sensibilidade à insulina diminui, o que facilita o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal. Pesquisas mostraram que dormir mesmo com uma luz fraca no quarto já é o suficiente para aumentar a resistência à insulina na manhã seguinte.

Filtros de luz azul e modo noturno

A indústria de tecnologia introduziu o ‘Modo Noturno’ e filtros de software que deixam a tela amarelada para tentar mitigar os danos da luz azul. Apesar disso, estudos indicam que essas soluções digitais podem oferecer uma falsa sensação de segurança, pois a interatividade e o brilho ainda são capazes de manter o cérebro em estado de alerta.

A janela crítica

A mudança de comportamento nos 60 minutos que antecedem o repouso é o passo mais desafiador e eficaz para quem busca emagrecer. A Dra. Ana Luisa Vilela recomenda o que chama de ‘apagão tecnológico’: desligar todas as telas pelo menos 30 a 60 minutos antes de deitar, permitindo que a biologia natural assuma o controle sem interferências artificiais.

Opinião

O uso consciente da tecnologia é essencial para garantir uma boa qualidade de sono e, consequentemente, auxiliar nos esforços de emagrecimento.