O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretende apoiar a alegação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ser o líder legítimo do Brasil, conforme afirmaram autoridades norte-americanas. Apesar de ter ajudado o candidato derrotado à presidência a chegar aos EUA, Trump não tem planos de apoiar as ambições políticas de Flávio, que fugiu para a Argentina após a eleição.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a eleição por 3,5 pontos percentuais, contrariando as pesquisas de intenção de voto. Trump, que declarou que a eleição brasileira parecia “manipulada”, ressaltou que se dá bem com Lula, mas não ofereceu apoio a Flávio.
Fuga após a eleição
Flávio Bolsonaro se autoproclamou ‘presidente eleito’ em uma carta aberta, mas sua fuga para a Argentina gerou críticas entre conservadores no Brasil, que esperavam que ele liderasse a oposição. A fuga ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordenar que Flávio entregasse seu passaporte, em um contexto de investigação por suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Após cruzar a ponte para a Argentina às 22h50 de terça-feira, Flávio e sua família receberam visto humanitário nos EUA, com a ajuda de Marco Rubio, que recomendou a Trump que permitisse a entrada deles. O ex-presidente Jair Bolsonaro está preso por tentativa de golpe de Estado, e a saída de Flávio pode enfraquecer a oposição conservadora no Congresso, segundo autoridades brasileiras.
Opinião
A situação política no Brasil se complica ainda mais com a fuga de Flávio Bolsonaro, que levanta questões sobre a legitimidade de suas alegações e a dinâmica da oposição conservadora.





