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Donald Trump impõe tarifa de 15% sobre polissilício e gera tensão no setor solar

Donald Trump impõe tarifa de 15% sobre polissilício e gera tensão no setor solar

O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova medida que promete impactar significativamente o setor solar e de semicondutores. Em um decreto assinado pelo presidente Donald Trump, será imposta uma tarifa de 15% sobre as importações de polissilício, matéria-prima essencial para a fabricação de painéis solares e chips. A decisão visa proteger as empresas americanas contra o domínio da China, que atualmente controla 96% da produção global de polissilício.

Novas regras de importação

A partir de 4 de dezembro, o polissilício deverá ser importado a um preço mínimo de US$ 21 por quilograma. Para lingotes e wafers, o preço mínimo será de US$ 100 por quilograma. Além disso, células e módulos solares terão preços iniciais de 22 e 38 centavos de dólar por watt, respectivamente. O secretário de Comércio terá a autoridade para ajustar esses preços mínimos conforme necessário.

Impacto no setor solar

Com a nova tarifa, críticos do setor de energia solar expressaram preocupações sobre o aumento dos custos. Grupos do setor já haviam alertado que não há polissilício suficiente nos Estados Unidos para atender à demanda interna. As tarifas podem pressionar a atividade industrial dos produtores americanos, elevando os custos de parques solares e eletrônicos de consumo.

Reações e consequências

Enquanto algumas empresas, como a Hanwha Qcells, veem a decisão como uma oportunidade para mais investimentos, outros especialistas destacam que a medida pode atrasar a modernização da infraestrutura energética. A instalação de 7,8 gigawatts de capacidade solar no primeiro trimestre de 2026 representa 60% da nova capacidade de geração de eletricidade, mas críticos alertam que as tarifas podem reduzir a resiliência da rede elétrica em um momento de crescente demanda por energia.

Opinião

A imposição da tarifa de 15% sobre o polissilício reflete a tensão crescente entre os Estados Unidos e a China, mas suas consequências podem ser sentidas por consumidores e empresas do setor solar.