A legislação dos Estados Unidos limita a 60 dias o prazo para finalizar uma guerra sem autorização formal do Congresso. O prazo da guerra que Donald Trump iniciou contra o Irã termina em 1º de maio. No entanto, a legislação permite prorrogar o conflito por mais 30 dias, caso o Presidente justifique a necessidade militar.
Historicamente, a Casa Branca tem conseguido justificar ações militares sem a aprovação do Congresso. O professor Rafael R. Ioris da Universidade de Denver acredita que as circunstâncias no Oriente Médio nas próximas semanas influenciarão essa dinâmica.
Resoluções no Parlamento e oposição
Democratas tentaram aprovar quatro resoluções no Parlamento para barrar a guerra de Trump, considerada ilegal, mas todas foram derrotadas. A mais recente foi votada no Senado, onde 52 senadores se opuseram à nova resolução, enquanto 47 a favor. A senadora Tammy Duckworth criticou a incapacidade do Congresso de interromper o conflito.
Embora o partido de Trump tenha blindado o presidente, alguns senadores republicanos expressaram insatisfação com a guerra, que é rejeitada por cerca de 60% dos estadunidenses, segundo pesquisas. O senador Mike Rounds pediu uma descrição completa da situação caso o presidente opte pela prorrogação da guerra.
Renúncia e protestos
Joe Kent, chefe do antiterrorismo do governo Trump, renunciou por discordar da tese de ameaça do Irã. Enquanto isso, protestos contra a guerra e a política imigratória de Trump têm crescido, com milhões de norte-americanos indo às ruas, sendo essa uma das maiores manifestações da história dos EUA.
Negociações e impasse
O Paquistão lidera as tentativas de negociação para encerrar o conflito, mas as conversas estão estagnadas. O cessar-fogo atual termina em 21 de outubro, e o Irã exige um cessar-fogo também no Líbano, onde Israel realiza ataques. Os EUA, por sua vez, ameaçam navios que se dirigem aos portos iranianos.
O Conselho de Segurança da Federação Russa alertou que as negociações de paz podem ser utilizadas pelos EUA e Israel para preparar uma operação terrestre contra o Irã. Analistas sugerem que o cessar-fogo pode ser uma pausa para reposicionamento das forças americanas para uma nova ofensiva.
Opinião
A situação atual da guerra no Irã levanta preocupações tanto entre os políticos quanto entre a população, evidenciando a crescente insatisfação com as decisões de Trump.





