O representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, anunciou na noite de 19 de maio de 2026 que o governo de Donald Trump realizou a primeira reunião comercial com o Brasil após o encontro entre Trump e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 7 de maio. Greer destacou a importância do engajamento construtivo do Brasil para avançar nas questões comerciais.
Na reunião virtual, Márcio Fernando Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, participou ativamente, dando seguimento às discussões iniciadas entre os dois líderes. Trump havia mencionado que a conversa com Lula abrangeu diversos temas, incluindo tarifas, e que reuniões subsequentes seriam realizadas para abordar pontos-chave.
Desenvolvimentos em Paris
Antes da reunião comercial, Dario Durigan, ministro da Fazenda do Brasil, se encontrou com Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, em Paris, durante as reuniões do G7 de ministros das Finanças. Durigan comentou sobre a continuidade da agenda estabelecida pelos presidentes e discutiu os impactos econômicos do conflito no Estreito de Ormuz, além de avançar nas tratativas sobre o comércio bilateral.
Expectativas e Investigações
A expectativa do governo Lula é apaziguar as tensões comerciais entre Brasília e Washington. Em 2025, os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, e no ano anterior, o governo Trump havia iniciado uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil, incluindo a venda de produtos piratas em São Paulo e o sistema Pix, que poderia prejudicar a competitividade de empresas americanas.
Essas tarifas foram suspensas em grande parte devido à inflação dos alimentos nos EUA e a uma decisão da Suprema Corte americana que identificou irregularidades no tarifaço global imposto por Trump.
Opinião
As negociações entre Brasil e EUA são cruciais para o fortalecimento das relações comerciais, e a expectativa é que um diálogo aberto possa mitigar as tensões recentes.





