Menos de um mês após a assinatura do acordo de paz em 18 de junho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 8, que a trégua “acabou”. O acordo previa a reabertura do Estreito de Ormuz para navegação comercial, mas as tensões entre os dois países continuaram a aumentar.
No dia 26 de junho, os EUA bombardearam instalações militares iranianas como resposta a um ataque iraniano a um navio em Ormuz. O Comando Central dos EUA (Centcom) alegou que o ataque violou o cessar-fogo, com Trump classificando a ação como uma “violação insensata”.
Após a revogação das sanções ao petróleo iraniano em 7 de julho, as hostilidades se intensificaram. O governo iraniano, através do presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou os EUA de violarem o acordo e prometeu não se curvar à intimidação.
Na madrugada de quarta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã atacou 85 instalações militares americanas no Kuwait e no Bahrein, utilizando mísseis e drones. Esse ataque resultou na derrubada de um drone americano modelo MQ-9.
Trump, durante a cúpula da OTAN em Ancara, reafirmou que a trégua estava encerrada e criticou o Irã, afirmando que o país “distorce o acordo”. Após suas declarações, o preço do barril de petróleo Brent subiu 6,3%, atingindo US$ 78,80.
O futuro do conflito permanece incerto, com as negociações suspensas até o fim do funeral de Ali Khamenei, que deve ser concluído em 9 de julho. Em meio a essa tensão, a Organização Marítima Internacional (OMI) recomendou evitar navegação no Estreito de Ormuz para proteger os marítimos na região.
Opinião
As tensões entre os EUA e o Irã refletem a fragilidade das negociações de paz e a complexidade do cenário geopolítico no Oriente Médio.





