Economia

Dólar à vista recua 0,34% e fluxo de capital ao Brasil gera expectativa

Dólar à vista recua 0,34% e fluxo de capital ao Brasil gera expectativa

O dólar à vista exibe desvalorização frente ao real na sessão de 19 de fevereiro, recuando 0,34% e sendo cotado a R$ 5,2222. Este movimento ocorre em um cenário distinto do que é observado na maioria dos mercados mais líquidos, conforme apontam operadores.

Os operadores mencionam um fluxo de entrada no país, além de ajustes que ocorrem após o feriado e a sessão parcial da quarta-feira de cinzas. Apesar da desvalorização do dólar no Brasil, o cenário externo apresenta um aumento nas tensões geopolíticas, especialmente entre Estados Unidos e Irã, além da postura conservadora do Federal Reserve (Fed), que mantém a moeda americana em uma posição forte.

Dados do Mercado

Perto das 13h30, o dólar foi negociado a R$ 5,2222, tendo alcançado a mínima de R$ 5,2147 e a máxima de R$ 5,2528 durante o dia. O euro comercial também recuou, apresentando uma queda de 0,52% e sendo cotado a R$ 6,1443.

O índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, avançou 0,21%, atingindo 97,906 pontos. A dinâmica do mercado brasileiro se destaca, com a desvalorização do dólar ocorrendo em um contexto onde, no exterior, a moeda americana permanece forte.

Liquidação de Bonds

Os operadores ressaltam que a liquidação de US$ 4,5 bilhões dos bonds do Tesouro Nacional, leiloados na semana anterior, está contribuindo para o fluxo de capital ao Brasil. Um gestor, que preferiu permanecer anônimo, comentou que um “player relevante” está vendendo dólares concentrados em contratos de dólar grande, o que chama a atenção dos investidores.

Além disso, a liquidação financeira do leilão ocorre nesta data, e a expectativa é de que os investidores acompanhem a divulgação do fluxo cambial da última semana, buscando informações sobre a entrada de capital estrangeiro no país, especialmente na bolsa.

Opinião

A dinâmica do mercado cambial reflete não apenas as condições internas, mas também as tensões externas, o que pode impactar a confiança dos investidores no Brasil.