Economia

ANP exige condições rigorosas para Petrobras retomar perfuração na Foz do Amazonas

ANP exige condições rigorosas para Petrobras retomar perfuração na Foz do Amazonas

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) comunicou à Petrobras, em 4 de fevereiro, que a companhia poderá retomar a perfuração de um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, somente após o cumprimento de novas condições estabelecidas. A perfuração foi paralisada no dia 6 de janeiro de 2023, devido a um vazamento de fluido de perfuração.

O vazamento gerou preocupações entre organizações indígenas e ambientalistas, embora a Petrobras tenha afirmado que o fluido atende aos limites de toxicidade permitidos pela lei, é biodegradável e não representa riscos ao meio ambiente ou à saúde.

Exigências da ANP

A ANP determinou que a Petrobras deve substituir todos os selos das juntas do riser de perfuração, que conecta o poço no fundo do mar à sonda flutuante. A empresa deverá apresentar evidências da troca dos selos em até cinco dias após a instalação da última junta, incluindo uma análise da adequação da instalação.

Além disso, a estatal terá que revisar o Plano de Manutenção Preventiva, reduzindo o intervalo de coleta de dados dos registradores de vibração submarina nos primeiros 60 dias. A utilização das juntas do tubo de perfuração reserva só será permitida após o envio dos certificados de conformidade, que comprovem que foram inspecionadas e/ou reparadas conforme as normas aplicáveis.

A ANP também informou que realiza uma auditoria do sistema de gestão de segurança operacional da sonda desde 2 de janeiro.

Reação da Petrobras

Após o vazamento, a Petrobras garantiu que adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. A empresa relatou que a perda de fluido ocorreu em duas linhas auxiliares conectadas à sonda de perfuração, mas assegurou que não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem seguros.

Opinião

A situação na Foz do Amazonas levanta questões sobre a segurança das operações da Petrobras e a necessidade de um rigoroso controle ambiental nas atividades de exploração.