Política

Desembargador Ricardo Couto determina recadastramento de armas no RJ após prisão de ex-prefeito

Desembargador Ricardo Couto determina recadastramento de armas no RJ após prisão de ex-prefeito

As forças de segurança do Rio de Janeiro terão um novo desafio: o recadastramento obrigatório das armas de uso restrito, como fuzis, carabinas e submetralhadoras. A determinação foi publicada no Diário Oficial do Estado em 27 de julho de 2026 e visa garantir a fiscalização das armas cedidas a órgãos públicos e a pessoas físicas e jurídicas.

O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, estabeleceu um prazo de 30 dias para que as corporações enviem um relatório detalhado sobre o recadastramento. Esse relatório deve incluir a quantidade de armamentos recadastrados, as irregularidades identificadas e as providências adotadas.

Contexto da Decisão

A medida surge em um momento crítico, especialmente após a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, em 7 de julho de 2026. Canella foi detido durante uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de postos de combustíveis no estado. Durante a operação, um fuzil calibre 556 foi encontrado no veículo do ex-prefeito, o que levanta preocupações sobre a segurança e o uso de armamentos no estado.

Com o recadastramento, órgãos de controle, como o Ministério Público do Rio, poderão obter informações atualizadas sobre quem está em posse das armas e quem autorizou seu uso, aumentando a transparência e a governança no setor de segurança pública.

Opinião

A nova exigência de recadastramento de armas no RJ é uma medida necessária para melhorar a fiscalização e a segurança, especialmente em tempos de crise e corrupção.