A deputada federal por Santa Catarina, Júlia Zanatta (PL-SC), manifestou sua insatisfação com a postura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), ao afirmar que o Partido Liberal (PL) pode suspender suas alianças com o partido Novo. A declaração de Zanatta ocorreu em resposta à crítica de Zema ao pedido de financiamento feito por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme Dark Horse.
Na última quarta-feira, 13 de maio de 2026, Zema classificou o pedido de Flávio como “imperdoável”, gerando uma série de reações. Zanatta, em sua fala, destacou que houve um clima no PL Nacional para reavaliar as alianças com o Novo, considerando a manifestação de Zema como precipitada e rasteira.
Reações e Consequências
Após a repercussão da conversa entre Flávio e Vorcaro, Zanatta criticou a atitude de Zema, afirmando que ele não deveria ter aproveitado a situação para atacar Flávio. “Nada acontece por acaso e muita coisa vem para revelar falsos aliados”, disse ela, ressaltando a hipocrisia na postura do ex-governador.
Além disso, a deputada mencionou o apoio de Jorginho Mello (PL-SC) ao Novo em Santa Catarina, sublinhando que o Novo só sobreviverá se mantiver alianças com o PL em vários estados. Adriano Silva (Novo-SC) está cotado para ser candidato a vice-governador na chapa de Mello, o que pode complicar ainda mais a relação entre os partidos.
Hipocrisia e Futuro Político
Zanatta também se manifestou sobre a suposta doação de dinheiro feita pelo pai de Vorcaro ao Novo, classificando a postura de Zema como hipocrisia. “Vários filmes no Brasil são patrocinados por empresários e por bancos. Se não houve nenhuma contrapartida do Flávio, não existe nada de ilegal”, defendeu.
Opinião
A tensão entre o PL e o Novo pode resultar em mudanças significativas no cenário político, especialmente com as eleições se aproximando. A postura de líderes como Zema e Zanatta será crucial para definir as alianças futuras.





