Joaquim Barbosa deve desistir da corrida ao Planalto. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) não está conseguindo o apoio necessário para a disputa presidencial. O Democracia Cristã (DC) considera difícil reverter esse cenário até o dia 5 de agosto, prazo para a realização das convenções partidárias.
O presidente da sigla, João Caldas, afirmou em conversa com o Poder360 que a situação não é fácil: “Ainda estamos tentando, mas não está fácil. Temos até 5 de agosto, prazo para realizar a convenção que pode definir o nome do candidato a presidente, mas está muito difícil”.
O cenário político
A cúpula do DC apostou na candidatura de um membro aposentado do STF, buscando um tom conciliatório com a Corte. Essa escolha gerou surpresa, especialmente porque o DC já havia anunciado seu pré-candidato, o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo.
Aldo Rebelo questiona a legitimidade da troca de candidatos, alegando que a escolha de Barbosa seria um agrado ao STF em troca de um tratamento diferenciado em caso de inclusão de membros da cúpula na operação Compliance Zero.
Decisões judiciais e filiação
Enquanto a discussão pública avança, João Caldas tenta expulsar Rebelo, que briga na Justiça contra essa medida. A última decisão foi favorável ao ex-ministro, com a juíza Gabriela de Faria, da 6ª Vara Cível de Brasília, determinando sua reintegração aos quadros do partido, fundamentando que a legenda não seguiu os trâmites necessários à expulsão.
Atualmente, o DC possui 182 mil filiados, sendo que cerca de 70% deles são membros há mais de 10 anos, evidenciando uma queda no ritmo de adesões.
Opinião
A situação do Democracia Cristã reflete a complexidade do cenário político atual, onde alianças e decisões estratégicas são cruciais para o sucesso nas eleições.





