Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Paraná, criticou a decisão do TSE que suspendeu sua campanha. A medida, que foi aprovada por 5 votos a 2, foi determinada pelo ministro Floriano de Azevedo Marques e impede Dallagnol de realizar atos de campanha, apesar de sua candidatura estar registrada no TRE-PR.
Decisão do TSE e suas implicações
O Tribunal Superior Eleitoral decidiu, em plenário virtual, manter a suspensão da campanha de Dallagnol, que se encontra em uma situação atípica: sua candidatura está formalmente registrada, mas ele está impedido de realizar atividades de propaganda, participar de debates e acessar recursos do fundo eleitoral. Dallagnol descreveu essa situação como “uma candidatura sem campanha”.
Críticas à decisão e comparação com Garotinho
Em entrevista ao programa Sem Rodeios, Dallagnol criticou a decisão, chamando-a de “facada na Constituição” e uma “aberração jurídica”. Ele citou o artigo 16-A da Lei Geral das Eleições, que garante a continuidade dos atos de campanha enquanto houver discussão judicial sobre o registro da candidatura. Dallagnol comparou sua situação ao caso do ex-governador Anthony Garotinho, que teve autorização para continuar sua campanha mesmo com o registro indeferido na instância regional.
Motivações políticas por trás da suspensão
Dallagnol acredita que a ofensiva judicial contra sua candidatura está relacionada à sua atuação na Operação Lava Jato e seus pedidos contra o ministro Alexandre de Moraes. Ele afirmou que sua presença no Senado seria desfavorável ao PT e a Moraes, sugerindo que há uma tentativa de impedir sua eleição devido a essas relações.
Sigilo inédito no processo eleitoral
Outro ponto levantado por Dallagnol foi a determinação de sigilo no processo de candidatura no TSE, que ele considera inédito. Ele destacou que nunca houve precedentes para manter um processo de registro de candidatura sob sigilo, afirmando que isso é um ataque à transparência.
Opinião
A situação de Deltan Dallagnol levanta questões importantes sobre a transparência e a justiça no processo eleitoral brasileiro, especialmente em tempos de polarização política.





