No dia 8 de setembro de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deferiu o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado. A decisão, no entanto, gerou controvérsia e provocou reações imediatas dos partidos PT e PDT, que anunciaram que vão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra essa deliberação.
O PT Paraná se manifestou em nota, afirmando que não se surpreendeu com o resultado do TRE-PR. O partido lembrou que em 2022, a mesma corte já havia deferido o registro de Dallagnol, mas a decisão foi posteriormente reformada pelo TSE. “Seguimos agora com três votos pela cassação e confiantes de que o TSE respeitará o próprio julgamento”, afirmaram.
O Julgamento e a Controvérsia
O julgamento que resultou na aprovação da candidatura de Dallagnol foi apertado, com quatro votos a favor e três contra. A juíza Vanessa Jamus Marchi, relatora do caso, argumentou que a decisão do TSE que cassou o mandato do ex-deputado federal em 2023 não afeta sua elegibilidade atual. Marchi defendeu que cada pleito eleitoral é uma “relação jurídica eleitoral autônoma”.
Por outro lado, o juiz Everton Jonir Menengola, que votou pelo indeferimento da candidatura, e outros juízes que o apoiaram, sustentaram que a decisão de 2022 e o reconhecimento de fraude pelo TSE são “incontroversos”.
Multa e Reação de Dallagnol
Durante a mesma sessão, o TRE-PR aplicou uma multa de R$ 100 mil a Deltan Dallagnol por litigância de má-fé, devido à juntada de documentos sigilosos relacionados ao ministro Cristiano Zanin do Supremo Tribunal Federal (STF). Dallagnol, em suas redes sociais, descreveu o dia como “um dia de fortes emoções” e elogiou o voto da relatora.
Implicações Futuras
A candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado é contestada devido a processos disciplinares pendentes, o que levanta questões sobre sua elegibilidade. O TSE deve agora analisar o recurso apresentado por PT e PDT e decidir sobre o futuro político do ex-procurador da Lava Jato.
Opinião
A decisão do TRE-PR e a reação dos partidos demonstram como a política brasileira é permeada por disputas judiciais, refletindo a complexidade das regras eleitorais e a importância da credibilidade das instituições.





