Deltan Dallagnol (Novo) é candidato ao Senado pelo estado do Paraná. No último dia 02 de outubro de 2026, a Procuradoria-Geral Eleitoral manifestou-se favoravelmente ao registro de sua candidatura, em um parecer que deve ser analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Decisão do TRE-PR e Recurso do PT
O registro de Dallagnol foi deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) por 4 votos a 3, no início de setembro. Contudo, a coligação liderada pelo PT recorreu ao TSE, buscando o indeferimento da candidatura. O processo foi remetido à Corte Superior e deve ser julgado em breve, após o parecer da Procuradoria.
Contexto da Candidatura
A Procuradoria argumenta que os procedimentos disciplinares contra Dallagnol foram arquivados após sua saída do cargo de procurador da República, o que motivou a cassação de seu registro em 2023. O relator do processo no TSE, ministro Floriano de Azevedo Marques, destacou que a candidatura não deve ser considerada inelegível devido à cassação anterior, uma vez que as causas de inelegibilidade e elegibilidade são analisadas a cada eleição.
Histórico de Inelegibilidade
Em 2023, a candidatura de Dallagnol foi indeferida com base na Lei da Ficha Limpa, pois ele pediu exoneração durante um processo administrativo disciplinar. Entretanto, o parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral afirma que essa situação não se aplica ao pleito de 2026, pois os procedimentos que tramitavam foram arquivados sem sanções.
Próximos Passos
O processo ainda não foi pautado nas sessões virtuais do TSE, mas a expectativa é que a análise ocorra em breve, considerando a urgência da situação eleitoral. A decisão do TSE será crucial para o futuro político de Dallagnol e a disputa pelo Senado no Paraná.
Opinião
A situação de Deltan Dallagnol levanta questões importantes sobre a interpretação da legislação eleitoral e os limites da inelegibilidade, refletindo a complexidade do cenário político atual.





