A delegada Layla Lima Ayub foi presa na manhã desta sexta-feira, 16 de dezembro, sob suspeita de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão ocorreu após investigações do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que apontam vínculos pessoais e profissionais da delegada com a organização criminosa.
Layla, que foi empossada como delegada no último dia 19 de dezembro, atuou como advogada de integrantes do PCC e, em um caso específico, de seu namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel. Jardel, que era uma das lideranças do PCC em Roraima, foi preso em 2021 e estava presente durante a posse da delegada.
Pedido ao Google
Além de sua atuação irregular como advogada, Layla também ajuizou um pedido na Justiça para que o Google apagasse menções sobre o envolvimento de Jardel com atividades criminosas. Em sua petição, a delegada argumentou que Jardel, após cumprir parte de sua pena, estava em liberdade condicional e buscando a ressocialização, mas que notícias sobre suas prisões passadas prejudicavam sua reintegração social.
Operação e mandados de busca
Na operação que resultou na prisão de Layla, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo e Marabá. Durante a ação, um integrante do PCC que estava em liberdade condicional também foi detido, alvo de um mandado de prisão temporária.
Opinião
A situação da delegada Layla Lima Ayub levanta questões sobre a ética e a legalidade das ações de agentes públicos, especialmente em relação ao combate ao crime organizado.
