A Polícia Civil do Rio de Janeiro intimou o jogador David Corrêa, do Vasco, a comparecer à 14ª DP (Leblon) nesta sexta-feira, 30 de novembro, para apresentar seu passaporte e tomar ciência das medidas cautelares determinadas pela Justiça do Espírito Santo.
A ação faz parte da Operação A Tropa, que investiga possíveis crimes de organização criminosa, tráfico interestadual de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro. As autoridades estão analisando uma possível ligação de David com a facção Comando Vermelho (CV).
Entre as restrições impostas a David, estão a proibição de deixar o território nacional e de manter contato com outros investigados e testemunhas, além da obrigação de comparecimento periódico à Justiça. O descumprimento injustificado dessas medidas poderá resultar em prisão preventiva, conforme decisão judicial.
David, que tem 30 anos e é natural de Serra, no Espírito Santo, já prestou depoimento em agosto, onde negou qualquer envolvimento com tráfico de drogas e armas. Na ocasião, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em sua residência, localizada na Barra da Tijuca, e no centro de treinamento do Vasco, em Vargem Grande, ambos na zona sudoeste do Rio de Janeiro.
A Operação A Tropa é coordenada pela 14ª DP (Leblon), com o apoio da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Desarme) e de outras unidades do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC). Segundo a polícia, a operação investiga a atuação do grupo criminoso, que possui ramificações em diferentes estados, e analisa possíveis envolvimentos de atletas profissionais e empresários com a organização criminosa.
Opinião
A situação de David Corrêa levanta questões importantes sobre a relação entre o esporte e o crime organizado, um tema que merece atenção e investigação rigorosa.





