Eleições

Davi Alcolumbre enfrenta pressão de sindicalistas para votar PEC do trabalho

Davi Alcolumbre enfrenta pressão de sindicalistas para votar PEC do trabalho

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se reuniu nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, com representantes de sindicatos e do governo federal para discutir a tramitação da PEC que visa acabar com a escala 6×1. O encontro ocorre em um momento de intensa pressão das centrais sindicais para que a proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio de 2026, avance e seja votada no plenário do Senado.

Durante a reunião, Alcolumbre destacou a necessidade de tempo para análise da matéria, afirmando que não cederá a pressões políticas. “Não aceito que a PEC da escala 6×1 seja deliberada apenas por conta do calendário eleitoral”, declarou o senador.

O que diz a PEC

A PEC estabelece uma jornada máxima de 8 horas por dia e 40 horas semanais, além de garantir pelo menos duas folgas remuneradas por semana, uma das quais deve ser preferencialmente aos domingos. A proposta prevê a implementação da redução da carga horária em duas etapas: a primeira, com a redução das duas primeiras horas, deve ocorrer em até dois meses após a promulgação da emenda; a segunda, com a redução das horas restantes, será implementada em até 12 meses.

As novas regras não se aplicam a trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam acima de R$ 21,1 mil, que permanecerão dispensados das exigências de controle de jornada. A medida busca, segundo seus defensores, melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e reduzir a pejotização.

Pressão dos Sindicalistas

O evento, que contou com a participação do senador Paulo Paim (PT-RS) e de líderes de diversas centrais sindicais, como a CUT e a Força Sindical, teve como objetivo reforçar a importância da votação da PEC. O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, expressou a preocupação do movimento sindical com a indefinição sobre o avanço das mudanças propostas.

Opinião

A discussão sobre a redução da jornada de trabalho é essencial para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, mas é crucial que o Senado analise a proposta com seriedade, sem pressões externas.