O senador Eduardo Gomes (PL-TO) foi oficialmente designado como relator do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. A decisão foi comunicada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), através de um ofício assinado na quarta-feira (4) pelo presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado federal Domingos Neto (PSD-CE).
A escolha de um senador do PL para a relatoria ocorre em um momento de intensas articulações em torno da Presidência do Senado, cuja votação está marcada para 1º de fevereiro de 2027. Para ser eleito, o candidato precisa garantir 41 votos dos 81 senadores. O PL contará com a maior bancada na Casa, totalizando 29 parlamentares, e já lançou o nome do senador Rogério Marinho (PL-RN) para a disputa. Alcolumbre também deve concorrer, assim como a senadora Tereza Cristina (PP-MS).
Um fator que complica a situação é que a votação para a Presidência será secreta. Parte do PL tenta alterar essa regra para evitar dissidências, mas até o momento não há sinalizações de mudanças no rito.
Desafios e Metas para 2027
Além de Gomes, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) será o relator da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027. A LDO é uma peça fundamental que estabelece as regras, metas e prioridades para a execução do orçamento, o qual é detalhado na LOA. Para 2027, a meta de superávit primário foi fixada em R$ 73,2 bilhões, com uma faixa de tolerância entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões.
O governo também precisou adaptar o texto original da LOA para incluir o pagamento do Auxílio Gás caso a LOA não seja aprovada até o final de 2026. A reforma tributária, que introduziu a Contribuição sobre Bens e Serviços e o Imposto Seletivo, também será considerada no orçamento.
Opinião
A designação de Eduardo Gomes como relator da LDO de 2027 reflete um cenário político conturbado, onde as articulações para a Presidência do Senado prometem influenciar diretamente as diretrizes orçamentárias do país.





