Eleições

Davi Alcolumbre adia votação da PEC do fim da escala 6×1 e frustra Lula

Davi Alcolumbre adia votação da PEC do fim da escala 6x1 e frustra Lula

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), frustrou as expectativas do presidente Lula (PT) ao não pautar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 na sessão desta quarta-feira (2). O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a votação da PEC foi adiada para até o final de outubro de 2026, mas não garantiu que ocorra antes do primeiro ou do segundo turno das eleições.

A pauta é um dos tópicos abordados por Lula em sua campanha, e a aprovação antes do pleito representaria um ativo eleitoral. A líder no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), minimizou o impacto, afirmando que Alcolumbre “nunca disse que colocaria para votar” e que a bancada governista tentava convencê-lo. Randolfe acusou senadores como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN) de esvaziarem o plenário, o que impediu a votação neste momento. Para a aprovação, uma PEC precisa de ao menos 49 votos favoráveis nos dois turnos.

A PEC, que foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), altera a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e permite acordos coletivos para regimes de jornada e repouso. O relator da proposta, Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou todas as 36 emendas apresentadas, mas admitiu que ajustes ainda podem ser feitos através de outras matérias.

O esforço concentrado do Senado termina em 3 de setembro de 2026, e a tendência é um esvaziamento do Congresso para as campanhas eleitorais. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, ainda tem esperanças de que a votação ocorra de última hora, destacando que “ainda há uma noite e uma manhã inteiras” para convencer Alcolumbre.

Opinião

A situação atual revela a complexidade das negociações políticas no Senado e o impacto que isso pode ter nas promessas de campanha de Lula.