O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master, negou em depoimento à Polícia Federal que tenha corrompido servidores do Banco Central para obter informações privilegiadas. A declaração foi feita durante uma investigação que faz parte da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras bilionárias.
Investigação sobre servidores do Banco Central
O depoimento de Vorcaro, realizado em 28 de agosto de 2026, se concentrou na conduta de dois ex-supervisores do Banco Central, Paulo Sérgio Neves e Souza e Bellini Santana, que estão sendo investigados por supostamente receber propina e repassar informações sigilosas a Vorcaro. A defesa do ex-banqueiro afirmou que não houve qualquer ato de corrupção e que ele está disposto a colaborar com a investigação.
Defesa e esclarecimentos
A defesa de Vorcaro declarou que ele respondeu de forma clara e consistente a todos os questionamentos feitos e que sua intenção é colaborar com a Justiça. “Não houve qualquer ato de corrupção envolvendo os servidores mencionados na investigação”, afirmaram os advogados, ressaltando a disposição de Vorcaro em prestar esclarecimentos mais amplos.
Aliciamento e propinas
As investigações indicam que Vorcaro teria aliciado servidores do Banco Central através de pagamentos de propina e benefícios indiretos, com o objetivo de evitar a liquidação do Banco Master. Os ex-supervisores teriam atuado como informantes, repassando dados sigilosos e orientações técnicas, utilizando um aplicativo de mensagens para comunicação.
Opinião
A investigação em torno de Daniel Vorcaro e sua ligação com servidores do Banco Central levanta questões importantes sobre a integridade das instituições financeiras e a necessidade de transparência em processos de fiscalização.





