No dia 17 de novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro viveu uma jornada intensa que culminou em sua prisão. Naquele dia, ele anunciou a venda do Banco Master, participou de uma reunião virtual com o Banco Central e, segundo investigações da Polícia Federal, trocou mensagens com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O Agitado Dia de Vorcaro
Na manhã de 17 de novembro, Vorcaro tentou antecipar a venda de seu banco ao grupo Fictor e mencionou negociações com investidores dos Emirados Árabes Unidos. Ele expressou preocupação com um possível vazamento de informações sobre seu caso e buscou estratégias para contornar a situação.
Além disso, naquela manhã, representantes de Vorcaro tentaram vender uma cobertura avaliada em R$ 60 milhões no empreendimento Vizcaya Itaim, em São Paulo, mas a venda não foi concluída.
Mensagens e Reunião com o Banco Central
Vorcaro teve uma reunião virtual com funcionários do Banco Central, onde discutiu a venda do banco e sua viagem a Dubai para fechar o negócio. A liquidação do Banco Master foi decretada no dia seguinte, 18 de novembro de 2025.
A Prisão de Vorcaro
Na noite de 6 de março de 2026, Vorcaro foi preso ao tentar embarcar para os Emirados Árabes Unidos. A Polícia Federal encontrou mensagens que indicavam sua intenção de evitar a prisão, o que não teve sucesso. Durante o dia, Vorcaro também havia enviado mensagens a Moraes com atualizações sobre a venda do banco.
Além disso, foi revelado que Vorcaro pagou R$ 2 milhões a Diego Escosteguy para que ele publicasse informações favoráveis ao banqueiro, levantando questões sobre a ética e a legalidade de suas ações.
Opinião
A prisão de Daniel Vorcaro levanta sérias questões sobre a relação entre finanças e política, além da integridade das instituições financeiras no Brasil.






